As proteínas de ervilhas, arroz, feijão, castanhas e grãos podem ser usadas em uma ampla variedade de produtos alimentícios, bebidas e ingredientes em pó. A popularidade do leite de aveia, da água de coco, dos produtos de soja e das alternativas vegetais ao iogurte e ao queijo atesta o crescimento desse mercado.
Na categoria de novos alimentos, micro-organismos como fungos, micélio, leveduras e algas são criados a partir de processos de fermentação contando com o respaldo da filtração. Quando são cultivados, eles podem produzir proteínas alternativas e outros ingredientes essenciais.
Outros segmentos de novos alimentos incluem produtos à base de insetos e fontes de biologia sintética desenvolvidas a partir de células animais autorreprodutivas. Para esses alimentos, a filtração por membrana desempenha um papel essencial na concentração, separação e fracionamento de proteínas.
Fábrica e produção de novas proteínas
A filtração por membrana é parte integrante da fabricação de produtos proteicos a partir de fontes de alimentos novos e à base de plantas. A microfiltração e a ultrafiltração são as tecnologias preferenciais para isolar e concentrar as proteínas vegetais com eficiência. Suas membranas separam seletivamente proteínas com base no tamanho e no peso molecular, permitindo a extração de frações proteicas específicas com funcionalidades desejadas. Esse fracionamento é essencial para a criação de ingredientes proteicos à base de plantas de alta qualidade usados em várias aplicações alimentícias, como substitutos de carne, alternativas lácteas e produtos enriquecidos com proteínas.
Fermentação de novos alimentos
A fermentação de precisão desempenha um papel valioso no processamento de novas fontes de alimentos. O processo envolve microfiltração visando à purificação e coleta de micro-organismos, seguida por nanofiltração para concentrar o produto antes de avançar para as próximas etapas. O segredo está no uso de membranas com o tamanho de poros adequado para cada produto específico. O uso da microfiltração e da nanofiltração também garante maior rendimento do produto em comparação com outras tecnologias.
Remoção de bactérias
A microfiltração e a ultrafiltração são as duas tecnologias de filtração por membrana indicadas para remover micro-organismos indesejados dos fluxos de processos alimentares. Dependendo do tamanho dos poros da membrana, a microfiltração e a ultrafiltração podem eliminar uma fração maior de micro-organismos do que outras tecnologias. Dependendo do tamanho dos poros da membrana, a microfiltração e a ultrafiltração podem eliminar uma fração maior de micro-organismos do que tecnologias alternativas.
Clarificação de bebidas à base de plantas
A clarificação de sucos e bebidas à base de plantas é uma etapa do processamento intimamente ligada à qualidade, aparência e sensação do produto na boca. Uma ampla variedade de bebidas à base de plantas pode ser clarificada por meio da microfiltração ou ultrafiltração, incluindo sucos de frutas, sucos de vegetais e água de coco. O processo de filtração suave remove impurezas e sólidos suspensos sem afetar as matérias-primas principais.
Tofu e iogurte à base de plantas
Atualmente, proteínas extraídas de grãos, castanhas e muitas outras fontes são usadas na produção de uma grande variedade de produtos alimentícios à base de plantas, incluindo iogurte e tofu. O processo não invasivo de microfiltração ou nanofiltração é eficaz na concentração de proteínas vegetais e na preservação do sabor original das matérias-primas, ao mesmo tempo em que remove bactérias, esporos e substâncias amargas. Essas mesmas tecnologias de filtração podem ser usadas para produzir tofu. O método geralmente envolve extrair a base da soja e, em seguida, tratá-la com nanofiltração ou ultrafiltração para concentrar o teor proteico e aumentar os sólidos totais.
Concentração de sólidos
A osmose reversa e a nanofiltração são ferramentas valiosas para concentrar e padronizar sólidos à base de plantas. Uma membrana de osmose reversa permite a passagem de moléculas de água, enquanto bloqueia moléculas maiores e íons. Esse processo concentra o teor de água de produtos como sucos de frutas e aumenta a concentração dos sólidos. Além disso, melhora o sabor, reduz os custos de transporte e prolonga a vida útil do produto.
Padronização do açúcar
A osmose reversa e a nanofiltração são duas tecnologias usadas para padronizar o teor de açúcar e concentrar extratos de chá e café. Ao remover a água das soluções de açúcar, a osmose reversa desempenha um papel útil na produção de sucos de frutas concentrados, xaropes e adoçantes líquidos. A osmose reversa é comumente usada para remover a água do chá e café preparados, resultando em um líquido mais concentrado que pode ser transformado em produtos de chá ou café instantâneos. A nanofiltração pode ser empregada para padronizar o teor de açúcar de maneira semelhante à osmose reversa, permitindo controlar com precisão a concentração de açúcar em uma solução. Além disso, esse método pode concentrar soluções de chá e café, permitindo a personalização do produto final de acordo com requisitos específicos de sabor e concentração.
Separação e concentração combinadas
A ultrafiltração desempenha um papel-chave na produção de alimentos novos e à base de plantas. A estrutura aberta das membranas da ultrafiltração é ideal para separação e concentração. As membranas permitem a passagem seletiva de sais, açúcares, ácidos orgânicos e peptídeos menores, utilizando uma pressão relativamente baixa.
Remoção de bactérias e esporos
As membranas de microfiltração possuem o tamanho de poro mais aberto entre as principais tecnologias de filtração de laticínios. Na produção de novos alimentos e produtos à base de plantas, esses poros permitem a passagem da maioria das substâncias dissolvidas, enquanto retêm bactérias e glóbulos de gordura no retentado.
Etapa de concentração útil
A osmose reversa é usada com frequência para concentrar sólidos à base de plantas, extratos de chá e café, além de novos produtos alimentícios. O processo melhora o sabor, reduz os custos de transporte e prolonga o prazo de validade do produto. Uma membrana de osmose reversa permite a passagem seletiva de moléculas de água, enquanto bloqueia moléculas maiores e íons. A tecnologia também pode padronizar o teor de açúcar ao eliminar seletivamente a água das soluções de açúcar. Esse recurso é útil na produção de sucos de frutas concentrados, xaropes e adoçantes líquidos.
Controle preciso
A nanofiltração é uma ferramenta versátil na produção de alimentos à base de plantas, oferecendo controle preciso sobre a composição, concentração e qualidade de diversos componentes vegetais. Utilizada com frequência no processamento de sucos de frutas e verduras, a nanofiltração remove seletivamente a água para intensificar os sabores e açúcares naturais. O método contribui para intensificar a coloração e eliminar o amargor dos extratos, garantindo um sabor palatável. No isolamento das proteínas, a nanofiltração separa frações proteicas específicas, otimizando sua funcionalidade em alternativas lácteas à base de plantas. Também ajuda a reduzir os resíduos ao tratar os efluentes do processamento.
Coleta e concentração
A fermentação de precisão é a principal tecnologia de processamento para novas fontes de alimentos. O processo combina microfiltração para purificação e coleta de micro-organismos com nanofiltração para concentrar o produto antes das etapas seguintes. O segredo é usar membranas com o tamanho apropriado de poros para cada novo produto alimentício específico. A filtração resulta em maior rendimento do produto em comparação com separadores ou decantadores que usam força centrífuga. A filtração também supera o desempenho na remoção de bactérias e esporos, graças à sua capacidade de eliminar uma fração mais elevada de micro-organismos do que uma bactofuga centrífuga.
Purificação por lavagem
Um tipo de filtração por membrana conhecido como diafiltração pode ser usado para purificar as proteínas dos novos alimentos. A diafiltração adiciona água ao produto durante a filtração para remover componentes indesejados e aumentar a concentração de proteínas na matéria seca remanescente.